Primeira análise ao Speedtouch 586v6

Filed Under (Tecnologia) by agfrg on 29-02-2008

Tagged Under : , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Comprei recentemente um Speedtouch 586v6 (faz hoje uma semana, faz também hoje uma semana sobre o meu último post, mas isso fica para depois). A configuração dele (um modelo bloqueado ao meu ISP, a Vodafone) é simples. Liga-se à electricidade, ao PC por ethernet ou wireless e liga-se o cabo de telefone. Depois é ligar o router, entrar na interface de configuração e fazer o que se quiser. Uma vez que a Vodafone não usa username e password para fazer a autenticação, esses dados não se têm que introduzir.

Depois lembrei-me que tinha uma coisa numa gaveta chamada PSP (PlayStation Portable, para aqueles que não sabiam) e peguei nela para fazer uns testes de recepção. Os testes originaram em boa cobertura pelos 100 metros quadrados da minha casa e com um sinal bastante estável. Ora isto surpreendeu-me porque li tanta coisa que dizia que estes modelos tinham uma cobertura miserável e eram instáveis. O meu está a correr à uma semana e nunca se desligou sozinho.

Apesar dos riscos que aparentemente corria, decidi gastar 20€ (tendo em conta que ele custa mais de 80€) no router com o propósito de ter Internet no Dell do E-Escolas que mandei vir e para a PSP. Um dos pretextos usados para justificar a compra do material foi o de fornecer Internet ao outro computador cá de casa. No outro computador surgiu o pior de todos os problemas: a idade dele e o sistema operativo que usa. Desde 13 de Dezembro de 2007 que uso quase exclusivamente Ubuntu (de vez em quando uso o XP para passar músicas para o iPod, que sou paranóico e só uso o iTunes, e para fazer trabalhos no Office 2007 que ainda não é suportado pelo Wine) e deparei-me com um computador com 7 anos a usar Windows XP, porque o dono dele (ou seja, eu mesmo) decidiu eliminar o Windows 98 que lá vivia bem e a uma velocidade recente.

Durante 4 anos foi o meu computador de todos os dias até que um dia ao adicionar uma drive de DVD (prenda pelo bom desempenho escolar) à falta de entrada para um dos cabos (o de áudio) na motherboard decidi, juntamente com o meu pai, pegar no cabo que ocupava a entrada e unir com o outro. Isto deu barraca e o PC não arrancava, e como diagnosticaram uma board queimada (se apanhar o gajo que fez o orçamento à frente hoje leva um murro nas trombas que aprende logo a ver se a board está queimada ou não) comprei um PC novo. Um ano depois foi vitima do meu projecto de remontagem dele, para aprender a montar PC’s. Como não sabia onde ligar o referido cabo, não o liguei e qual não é o meu espanto quando estava a trabalhar. O ano passado foi vitima do meu projecto de o transformar num server linux.

O PC recusou-se a reconhecer a placa wireless, e quando a reconhecia era só por um arranque. Lá consegui resolver isso. A velocidade de download andava aproximadamente nos 100KB/s (o meu, ligado por ethernet, chega aos 250KB/s) o que era aceitável. Também não o consegui ligar por ethernet porque queimei-lhe a placa a limpar os contactos. Mas o facto deste só ter 64MB de RAM (menos 8MB para a gráfica partilhada) faz com que usar a Internet se assemelhe à experiência dos 56kbps. Portanto não pude fazer testes intensivos de velocidade.

Mas a minha primeira impressão sobre o router é geralmente boa, especialmente para as más expectativas que tinha criado. Conclusão: não acreditar em tudo o que se vê na Internet e tirar as nossas próprias conclusões, bem como não usar Windows XP em equipamento antigo.