Duplo Falhanço
Hoje tive a brilhante ideia de ir ao cinema com os meus amigos. Blá, blá, blá, almoço (um pequeno PS (não é o partido…): o novo hamburguer do McDonalds (Too Cheese) é absolutamente fantástico), escolher filme.
Ora dos poucos filmes em cartaz nas Amoreiras acabámos por decidir ir ver o filme “Dupla Sedução”, com Clive Owen e Julia Roberts. O trailer que passa na TV dá a impressão que o filme é bom, o elenco também não é mau e a história tinha potencial e portanto lá nos decidimos por este filme.
Sobre ele apenas posso dizer isto: mudem o título para “Duplo Falhanço”, é este o título que deveria ter. Então e porquê, perguntam-se vocês.
Primeiro: o filme é, vá lá, uma seca! Durante hora e meia andamos para a frente e para trás na história, sem que haja uma qualquer lógica para isso nem conexões para o fazer. Basicamente diz que voltámos atrás e depois passado um bocado voltamos ao início. Toda a história do filme tinha potencial de acção, de deixar o espectador a pensar o que vêm a seguir, mas a única coisa que nos deixa a pensar é quando raio é que vai acabar o filme. Além de vermos os actores principais repetirem as mesmas falas umas 5 vezes ao longo do filme e só no fim percebermos o porquê de tamanha parvoíce (entenda-se, devido a andar para a frente e para trás sem que isso contribua para nada sem ser ver a Julia aos beijos).
Segundo: A banda sonora é fenomenal (NOT!).
Ou seja, a história que tinha potencial torna-se numa história em que andamos à volta de espionagem industrial entre duas empresas para ver quem e que lança o mais secreto produto de sempre, adivinhe-se, a cura para a calvície sem que haja um bocado de acção em todo o filme.
Recomendo então o filme a dois públicos alvo: aqueles que vão ver o segundo filme nos cinemas do El Corte Inglés apesar de só terem pago um bilhete e para todos aqueles que sofrem de insónias. Aos outros corajosos, bebam café antes e levem muita Coca-Cola para se manterem acordados.
