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Chegou-me às mãos o link de uma notícia da SIC Online (obrigado tiagotex), que fala de uma empresa (claro, sul-coreana, dos lados do Oriente) que faz clonagem de cães. Isto tudo a propósito de uma mulher norte americana que pagou qualquer coisa como 100.000€ para clonar o cão que tinha morrido através da orelha que tiraram ao animal nos seus últimos dias de vida.
Uma coisa é gostar muito de um animal de estimação, mas dar 100 mil euros para ter um exactamente igual depois de ele ter morrido? Não obrigado, passo ao lado.
E aparentemente ninguém se lembra da ovelha Dolly (sim, aquela que foi clonada e que teve um envelhecimento precoce) nem ninguém aprendeu com tal experiência. Presumo eu que se o cão tinha data de morte quase marcada deveria ser por alguma doença, que eventualmente poderá até passar para o cão clonado… Depois poderá envelhecer precocemente, tal como a Dolly. E a clonagem ainda não é propriamente segura… Se o cão ficar com alguma doença genética ou deficiência por um erro na clonagem, quererá a senhora o cãozinho?
Não será um pouco mais simples comprar um cão parecido num criador do que gastar resmas de dinheiro a mandar clonar o que bateu a bota?
No artigo podemos ler “Assim que a técnica de clonagem se tornar um processo industrial, o custo poderá descer para cerca de 34 mil euros, afirmou o director de marketing da empresa sul-coreana”. Han? Vamos ter fábricas de bicharada? Clonar um animal que morreu já é por si um bocado macabro, agora estar a vê-los a sair de uma fábrica? Já agora, vêm embalados? E garantia, trazem? É que as vezes a bicharada dá problemas e é sempre bom poder repará-los.
A clonagem ainda tem os seus riscos, e parece-me ser uma técnica experimental demais para já ser comercializada, já para não falar do sofrimento que poderá causar ao animal. Portanto, quanto a mim já sabem, por enquanto passa-me ao lado.












[...] para trás já falei de política, educação, tecnologia e até de cães clonados. Aparentemente alguém gosta do que eu escrevo, portanto vou continuar a fazê-lo. A minha falta de [...]