Violência nas escolas e o estatuto do aluno

Filed Under (Educação) by agfrg on 22-03-2008

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Sinceramente, ainda era preciso o vídeo? Já correu as televisões e tudo o que é blog, mas voltar a rever não tem mal nenhum, e faz bem ao humor (sim, que isto ou é para rir ou para chorar). Mas como o conteúdo do vídeo já é conhecido, vamos passar então a fazer uma análise da situação ao abrigo do novo estatuto do aluno, aquela coisa que segundo a srª ministra aumenta a autoridade dos professores.

Comecemos então pela primeira situação, o uso de telemóvel na sala de aula. No artigo 15ª, alínea q pode-se ler “Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou morais aos alunos ou a terceiros”. Logo aqui, a aluna em causa está a ter uma acção passível de participação, bem como o aluno que está a filmar a situação.

Segunda situação: a aluna não respeita uma ordem da professora. Mesmo artigo, alínea f: “Respeitar as instruções dos professores e do pessoal não docente”.

Terceira situação: a aluna em causa grita com a professora. No mesmo artigo, alínea d: “Tratar com respeito e correcção qualquer membro da comunidade educativa”.

Quarta situação: integridade física da professora posta em causa. Mesmo artigo, alínea i: “Respeitar a integridade física e moral de todos os membros da comunidade educativa”. A integridade física e moral da professora são postas em causa tanto pela aluna como pelo aluno que grava o vídeo.

Quinta situação: a turma não auxilia a professora. Mesmo artigo, alínea j: “Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de perigo para a integridade física e moral dos mesmos”

No total, são 5 situações em que é verificado o total desrespeito do estatuto do aluno, por parte da aluna e dos colegas. As informações estão presentes na Lei Nº 30/2002 e Lei Nº 3/2008.

Podemos então verificar que são 4 violações do estatuto do aluno num espaço inferior a 5 minutos, isto apenas por parte da aluna em causa. No entanto, segundo o mesmo estatuto, toda a turma deveria ser punida, uma vez que não cumpriram com o seu dever de ajudar a professora, e preferiram gozar e rir com a situação. No entanto, tenho quase a certeza que apenas a aluna em causa será punida, isto se o chegar a ser.

Por outro lado temos a opção da professora, para mim injustificável, de não apresentar queixa da aluna. Este acto apenas prova que haveria um certo receio que a queixa viesse a trazer consequências para a sua integridade. Isto porque os pais também têm a sua responsabilidade e para alguns, o acto da criança (apesar da idade apenas se pode considerar uma criança) seria completamente justificável, apesar de ser proibido por lei.

A minha análise está concluída. Vou agora dar a minha opinião, uma vez que isto é um blog e eu não tenho qualquer dever de a manter escondida. 

A situação aqui verificada é vergonhosa, e resulta simplesmente das contínuas leis que despenalizaram acções que não deviam ter despenalizado e a diminuição da severidade de algumas punições (sou contra a agressão física como castigo, mas lá que ás vezes poderia ser aplicada, poderia). Depois, outra das causas destes actos são, na minha opinião, as séries destinadas ao público adolescente que passam na televisão, nomeadamente a série “Morangos com Açucar” (um dia destes falo da minha opinião sobre ela. Nestas séries apenas é mostrado o lado violento e desrespeitoso, mas não mostrado como algo que é mau. Estes actos são mostrados como algo que é bom, pois é isso que faz uma pessoa ser “cool”. Mas até agora a única coisa que isso levou foi a um aumento de zombies visualizadores dessa série que aplicam o que vêm na realidade, pois aparentemente não têm cabeça para pensar por eles próprios. E esse aumento leva ao aumento da violência escolar, ao desrespeito pelos professores e comunidade educativa bem como outras consequências.

Estará na altura de tirar a série referida do ar? Já está na altura à muito tempo, especialmente agora. A série já enjoava, mas agora causa vómitos. Mas tirar este programa do ar por si só não chega. É também necessária a acção dos pais.

Hoje em dia, os pais vivem afastados da vida escolar dos filhos. Esse afastamento leva os filhos a pensarem que podem fazer o que lhes apetecer, pois os pais estão ocupados a trabalhar e não vão ligar muito. Existe o afastamento da vida escolar, o dialogo já não é mantido. Um bom começo seria os pais voltarem a interessarem-se pela vida escolar dos seus filhos. E não basta a aplicação de castigos na escola. É também necessário complementar com castigos em casa, que impliquem a remoção de algumas das actividades preferidas dos estudantes e substitui-las pelas actividades que recusam fazer. Pois muitas vezes este desrespeito começa em casa, e os pais sentem-no e nada fazem.

Depois, seria também necessário um total reestruturamento da estrutura da escola pública. Conheço a realidade das escolas privadas e sei como funcionam. Na grande maioria, os seus modelos disciplinares funcionam e não existem problemas de maior em termos disciplinares. No entanto, na escola pública não existe nos professores o sentido de responsabilizar o aluno pelo seu mau acto, pois muitas vezes o aluno vem de backgrounds difíceis e os professores têm medo dos próprios pais. E não me venham com histórias de que é tudo uma questão da educação que o dinheiro trás, pois muitas vezes é ao contrário, e posso assegurar que muitas vezes são os alunos das escolas privadas os piores, mas no entanto dentro das escolas não existem problemas.

Também deveria de haver punições que envolvessem trabalhos para a comunidade, como se faz em outros países. O simples colocar o aluno fora da sala ou a suspensão hoje em dia já não são suficientes. Os castigos t|em que ser mais eficazes, e sem a eficácia preventiva do castigo, o aluno cometerá o acto, pois sabe que as consequências não lhe pesarão nada.

Como vêm apoio o total reestruturamento do ensino em Portugal, pois o trabalho para o futuro começa-se pela base, pelos jovens, e não pelos idosos. Não é ensinando os mais velhos (embora também seja preciso) que se melhora um país. É diminuindo o abandono escolar, melhorar as condições de ensino para atrair os alunos e acabando com a indisciplina. 

Cultivar o Inglês em Portugal

Filed Under (Educação) by agfrg on 08-03-2008

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1. O da optimus é o único que diz (gravador de DVD), pois os outros toshiba das outras operadoras dizem somente DVD writer…. Assim como a maior parte dos outros portáteis de outras marcas………. Portanto queria saber se é mesmo assim, se o da optimus é o unico A TER GRAVADOR DVD???????

 in techzonept

E é isto que nos vai preparar?

Filed Under (Educação) by agfrg on 13-02-2008

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Andam por aí umas coisas novas do ministério, chamadas de “Testes Intermédios”. Gosto particularmente do efeito que provocam nos estudantes, o pânico por virem do GAVE (aos pais que estiverem a ler, substituam o papão pelo GAVE). A outra coisa que gosto neles é a palavra intermédio.

Não me pareça que intermédio seja a palavra correcta para os caracterizar. Acho que se deviam chamar “Testes Aumenta-Estatísticas”. Isso sim era o nome correcto para ele. Parece-me a mim que não passam de testes para aumentar um pouco as estatísticas, pois testes onde não sai metade da matéria dada e que se intitulam de Intermédios não podem ser a sério. Mas aqui o que interessa não é preparar os alunos para os exames (como eles afirmam nas suas puras intenções) mas sim aumentar o número de positivas para ficar bem ao lado dos colegas europeus.

Gosto também particularmente da permissão do uso da calculadora gráfica sem qualquer tipo de restrição. Ora eu, que ontem cheguei a casa cansado não estava com vontade nenhuma de estudar e passei o meu cérebro à calculadora. Infelizmente não passei quase nada, mas como já sabia que não ia ser o único, deixa lá levar o cabo da calculadora e arranjar dos outros. Resultado, tinha toda a matéria na calculadora, menos uma coisa que logo por acaso tinha que sair. Mas como não fui o único na turma, já se sabe, calculadora salvou-nos a todos…

Mas gostei particularmente do facto de apesar de não ter estudado apenas ter usado os apontamentos na calculadora para 2 das 17 perguntas. Ora se quem não estuda consegue responder a 15 das 17 perguntas do teste sem recorrer a nada, isto leva-me a crer que o teste foi mesmo feito para quem nada sabe valorizar, e subir as estatísticas.

Agora falando do pânico, não percebo o porquê desse pânico. Percebo os nervos que se leva para um exame nacional, agora estar com o dobro dos nervos num teste apenas porque vem do GAVE não percebo nem quero perceber. Vale o mesmo que os outros, tem a mesma matéria que teria um feito pelos nossos professores, além de serem historicamente mais fáceis.

Mas pronto, vamos entrar em pânico que o papão do GAVE fez o teste. Por outro lado o GAVE também faz os programas (programas esses que todos os meus professores criticam) que os nossos professores leccionam e pelos quais se têm que reger para fazer os testes.

Para aqueles que tiverem interessados falo do Teste Intermédio de Física e Química A do 10º/11º Ano, e se estiver correcto devo ter um 1, tendo em conta que nos outros testes nunca tive acima de 16,5. Mas pronto, é do GAVE, logo é outro monstro diferente.